segunda-feira, 3 de junho de 2013

Tenho que me apropriar a este mundo

Tenho que me apropriar a este mundo


Tenho que me apropriar a este mundo
            Que não pertenço
Nem vós, nem o resto de tudo.
Não por inteiro, nem metade de nada
Do meu inteiro, a maior parte é a alma
Que nomadiza entre o paraíso e o inferno
Até o dia que resolve ficar... Até lá,
A minha alma me cede o cato,
A subtração, pra me apropriar ao mundo negrume
Antes que ela me apague

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